Vendas externas encostam em 40% da produção da montadora no Brasil

O desempenho das exportações da Volkswagen em sete meses já supera a expectativa da empresa em 2017, que é de ampliar em 50% as vendas externas sobre 2016. De janeiro a julho os embarques já avançaram 52% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os 102,6 mil veículos da marca vendidos a outros países este ano representam perto de 40% da produção no Brasil e o número já se aproxima do resultado de 2016 inteiro, quando foram exportadas 107,3 mil unidades, fazendo da Volkswagen a maior exportadora da indústria automotiva nacional.

O rápido avanço das exportações da Volkswagen este ano também é ajudado pela superação do problema de fornecimento de estruturas de bancos da Keiper, que devido a uma disputa comercial por aumento de preços suspendeu as entregas à montadora em diversas ocasiões e provocou 11 paralisações da produção em 2016, reduzindo também as vendas externas da marca.

GOL E ARGENTINA SEGUEM NA LIDERANÇA EXTERNA

Apesar de desde 2014 ter perdido a liderança do mercado brasileiro que durou 27 anos, o Gol segue sendo o campeão de exportações da Volkswagen no Brasil, com aumento de 77% nos embarques de janeiro a julho. O modelo representou quase metade das vendas externas da montadora, com 50.393 unidades embarcadas nos sete meses. O Gol foi seguido pela picape Saveiro (16.008), o sedã compacto Voyage (15.697) e o subcompacto Up! (13.789).

Como acontece com quase todos os fabricantes de veículos instalados no Brasil, a Argentina é de longe o maior cliente externo da Volkswagen. A marca é líder no país vizinho e vendeu lá de janeiro a julho 56.458 veículos produzidos em suas fábricas brasileiras, ou mais da metade de suas exportações no período. Depois do mercado argentino, o México foi o segundo maior comprador, com 27.269 unidades.

Permanece elevada a concentração das exportações brasileiras de veículos para estes dois países, mas a Volkswagen destaca que tem registrado resultados relevantes de crescimento nos demais mercados da região desde que foi criada, há cerca de um ano, a divisão SAM da companhia, que reúne 29 países da América do Sul, Central e Caribe. Tirando da conta Brasil, Argentina e México, nos sete primeiros meses do ano a Volkswagen apurou expansão de 105% nos 27 países importadores região, com vendas de 18.844 veículos no período.

“Minha tarefa é de ampliar nossa atuação nesses mercados e aumentar a nossa participação. Há um potencial enorme a ser explorado nesses países”, diz David Powels, presidente da Volkswagen do Brasil que em outubro de 2016 assumiu também o comando da empresa na América do Sul (divisão SAM). “As exportações são uma estratégia de longo prazo. Mais do que uma venda a um outro mercado, a exportação é um relacionamento”, destaca.

Desde as primeiras exportações, em 1970, a Volkswagen do Brasil soma 3,5 milhões de veículos embarcados para 147 países e assim é a maior exportadora do setor. A empresa utiliza atualmente três portos brasileiros para exportar: Santos (SP), São Sebastião (SP) e Paranaguá (PR), de acordo com a proximidade de suas fábricas localizadas em São Bernardo do Campo/Anchieta (SP), Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR).

 

Fonte: automotivebusiness